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Parabéns pelos seus 266 anos!
Querida São José

 

Gostaríamos de homenagear nossa querida cidade de São José, que completa 266 anos de história neste sábado, 19 de março. 

Confira algumas curiosidades sobre a cidade:

   

Centro cheio de história
As praças Arnoldo de Souza e Hercílio Luz, que compõem o Centro Histórico, foram espaços de grandes acontecimentos. Conforme as lembranças do historiador e morador do local, Osni Machado, aos redores das praças ficavam a Prefeitura, a Câmara de Vereadores, o cinema, igreja, campo de futebol e o teatro.

“Ali moravam as famílias tradicionais, como os Gerlach, Olavo da Silva e Souza. Entre os anos 30 a 50, Diba Elias Gerber era uma figura muito conhecida por ser parteira. Desde 1944, Machado vive no Centro, espaço que era destinado às brincadeiras do Grupo Escolar Francisco Tolentino.
O atual jardim da Câmara de Vereadores era o antigo campo de futebol, que durou até 1970. “O time Ipiranga tinha bons jogadores que foram aos times profissionais. Em dias de jogo, a praça ficava cheia. Era o ponto de encontro”, ressalta. Atrás da atual Câmara, ele lembra que existia uma empresa de exportação de madeira, mas após a Segunda Guerra Mundial o estabelecimento fechou.
“Hoje, o local está mais arborizado e urbanizado. mas deixou de ser o ponto de encontro, não tem cinema, nem campo de futebol. As lembranças estão vivas somente na memória de quem passou por ali”, destaca Machado. A Festa do Divino Espírito Santo é uma das poucas atividades que foi mantida, segundo o historiador. “A comemoração deixou de ser simples para dar lugar as roupas luxuosas, sofisticadas e brilhantes”, observa.

   
Loteamento se torna bairro
O nome Kobrasol surgiu da junção das maiores empresas que se localizavam na região, como a Brasilpinho e Cassol. Em 1970, foi lançado o loteamento Parque Residencial Kobrasol, que fazia parte do bairro Campinas. Paulo Vitorino da Silva, morador há 14 anos, lembra como o local era calmo.
Todas as vias eram de lajotas, o que segundo Silva, ajudava no escoamento da água da chuva. “Com o asfalto, a água não consegue vazar porque as tubulações não são adequadas. O bairro cresceu muito e a infraestrutura não estava preparada”, afirma. O morador lembra que o transporte coletivo era mais precário, não existiam os circulares e, dependendo do destino, era preciso ir ao Centro de Florianópolis para pegar a condução.
“Logo que cheguei ao bairro, a movimentação comercial começou, mas o ponto de partida foi a inauguração do calçadão avenida Lédio João Martins, em março de 2000, que melhorou a situação dos pedestres”, diz Silva. A população do Kobrasol é de 40 mil habitantes, 19% de toda a cidade, é o bairro com o maior número de pessoas por metro quadrado do Estado. “Não perdemos nada a Capital, tem de tudo aqui”, avisa.
A segurança pública de antes é elogiada pelo morador, já a de hoje, é criticada. “Encontrávamos facilmente policiais transitando nas ruas, agora é muito difícil achá-los”, reclama.
População de Campinas mais que dobrou em dez anos
Na década de 60, havia somente 40 residências em Campinas e a avenida Josué di Bernardi era até a ponte sobre o Rio Araújo, o restante era mato. A Procasa e próximo de onde é o Shopping Itaguaçu também não existiam, conta Nilzo José Heck. “Campinas era um pasto. Tinha um abatedouro e o gado ficava solto até onde é o atual Kobrasol”, recorda. Hoje, são 28 mil habitantes.
Segundo Heck, as primeiras casas começaram a aparecer na década de 70 e onde é o atual colégio havia duas salas de aula. “O comércio surgiu depois de 1985, com a chegada das Casas da Água. Quando o Germano Vieira foi prefeito, calçou todas as ruas e isso incentivou a construção civil”, lembra.
Um dos moradores mais antigos de Campinas, Heck relata que o bairro não tinha vida própria e a comunidade dependia de localidades vizinhas como o Estreito e o Centro da Capital. “Hoje é muito diferente. As principais lojas de materiais de construção estão aqui hoje. Os preços dos imóveis estão comparados aos da Beira-mar de Florianópolis. Há um condomínio que será lançado e venderá apartamentos por mais de R$ 1 milhão”, acrescenta.
Heck é proprietário do bar dentro do Ginásio de Campinas. Ele acompanhou a construção da área de lazer e recorda que as características do local não mudaram. “O ginásio atende a comunidade até hoje. Aqui há escolinhas esportivas e grandes atletas jogaram fora do País começaram aqui”, informa.
Beleza e valorização à Beira-mar
Há 40 anos, Reinaldo Conrado vive da pesca. Ele costumava pescar camarão, berbigão, siri e todas as espécies de peixe no Rio Araújo e na baía josefense. Ele se lembra das águas claras e da possibilidade da pescar na beira do mar. “Eu tinha um rancho no rio. Podíamos viver somente da atividade pesqueira. Agora, conseguimos pescar somente tainhota”, lembra.
A vida de pescador de hoje é mais complicada. É preciso pegar o barco e ir mar adentro devido à sujeira. “Onde é a Beira-mar de São José era mar. O espaço foi aterrado e trouxe pontos positivos e negativos à comunidade”, observa. A tranquilidade das décadas anteriores foi transformada na beleza e insegurança da avenida de hoje, inaugurada há cerca de dez anos.
Com a construção dos primeiros prédios e oficinas, os dejetos começaram a ser jogados no mar. “Até a década de 80, era possível pescar de anzol, depois a cidade foi crescendo muito e a fiscalização não acompanhou o desenvolvimento”, reclama. O pescador diz que a Beira-mar de hoje é bonita, trouxe desenvolvimento ao local, mas também preocupação e medo.
“De dia é ótimo passar por aqui. Há um movimento intenso de veículos, mas à noite não há nada. É deserto. É um local de usuários de drogas e mendigos. Não podemos estacionar o carro e ir pescar à noite. O vandalismo tomou conta do lugar. Ainda está muito longe de ser um espaço para diversão e lazer”, descreve Conrado. 
Publicado em 19/03-11:29 por: Paulo Jorge Pereira Cassapo Dias Marques. 
Por Mariella Caldas
  

 
 
 

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